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Faith Driven Entrepreneur

Faith Driven Entrepreneur

What It Takes to Step Into Your Purpose and Pursue Your God-Given Call to Create
por Henry Kaestner 2021 192 páginas
4.35
345 avaliações
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Principais Lições

1. O Empreendedorismo é um Chamado Divino para Criar e Cooperar com Deus

Como empreendedor, você — sim, você — faz parte do plano A de Deus.

O design original de Deus. Muitos cristãos acreditam equivocadamente que o ministério vocacional é um chamado “especial”, fazendo com que as atividades empreendedoras pareçam secundárias ou menos espirituais. Contudo, a Bíblia revela Deus como o Criador supremo, que colocou Adão no Jardim do Éden não apenas para desfrutá-lo, mas “para cultivá-lo e cuidar dele” (Gênesis 2:15). Isso demonstra que o trabalho, incluindo a resolução criativa de problemas e a construção, é parte inerente de refletir a imagem de Deus e um convite para cooperar com Ele.

Além da maldição. O trabalho é frequentemente visto como uma maldição decorrente da Queda, mas ele existe antes do pecado. O empreendedorismo, com seu impulso natural para resolver problemas, inovar e gerar novos recursos, reflete diretamente a natureza criativa de Deus. Quando empreendedores se sentem “plenamente vivos” em seus projetos, é um eco do Deus Criador que colocou esse impulso dentro deles.

Comunhão por meio da criação. O empreendedorismo oferece uma via única para a comunhão com Deus. Ao criar algo novo, gerar valor e trazer ordem ao caos, os empreendedores participam da obra contínua de Deus para estabelecer Seu Reino na terra. Essa visão transforma o negócio de uma atividade secular em uma missão sagrada, capacitando os empreendedores a perseguirem com confiança seu chamado divino.

2. Ancore Sua Identidade em Cristo, Não no Sucesso ou Fracasso Empresarial

Quando colocamos nossa identidade nessas coisas, estamos puxando os blocos mais frágeis do Jenga, implorando para que nossas vidas desmoronem.

O vazio da autoconfiança. Empreendedores frequentemente se definem por suas conquistas, lucros ou pelo sucesso de seus empreendimentos. Essa identidade baseada na autoconfiança é, porém, instável e conduz a um vazio profundo, seja nas alturas de uma venda de 10 milhões de dólares ou nas quedas de 40 recusas de investidores. Essas experiências revelam que a satisfação última não se encontra em realizações mundanas.

Identidade aos olhos de Deus. A identidade central do Empreendedor Movido pela Fé está enraizada em ser um filho amado de Deus, completo pela perfeição de Cristo. Essa verdade fundamental oferece uma âncora inabalável, impedindo que o sucesso embriague e que o fracasso destrua. Ela desloca o foco da vida do “fazer” para o “ser”, cultivando uma gratidão profunda que alimenta todo trabalho como um ato de adoração (Romanos 12:1-2).

O amor como fundamento. Os maiores mandamentos de Jesus — amar a Deus de todo coração, alma, mente e força, e amar o próximo como a si mesmo (Marcos 12:28-31) — tornam-se a base de um negócio movido pela fé. Isso significa que as decisões diárias fluem dessa identidade, influenciando o tratamento a funcionários, clientes e parceiros. Por exemplo, um CEO diante de demissões pode escolher admitir erros e apoiar os colaboradores que saem, demonstrando amor cristão mesmo em circunstâncias difíceis.

3. Abrace a Mordomia: Tudo Pertence a Deus, Somos Seus Alegres Administradores

A verdadeira generosidade nasce da compreensão de que Deus é dono de tudo — e eu quero dizer tudo.

Além do simples ato de doar. Muitos cristãos veem a mordomia de forma limitada, como uma obrigação de dar um dízimo da renda. Contudo, a mordomia bíblica é um privilégio profundo, fundamentado na compreensão de que Deus é dono de tudo — nosso dinheiro, tempo, talentos e negócios. Somos apenas administradores de Seus recursos, confiados para usá-los para Seus propósitos, não para os nossos.

A genialidade da generosidade. Essa perspectiva transforma o ato de doar de um dever em uma aventura alegre. Quando reconhecemos Deus como o dono supremo, somos libertos das pressões do desempenho e experimentamos prazer em cooperar com Ele. Como Chip Ingram aprendeu ao doar seu carro e depois administrar um “fundo discricionário pastoral”, a verdadeira generosidade brota de um coração que reconhece a propriedade divina e busca cumprir Seus desejos.

Três perguntas diagnósticas: Para cultivar uma mordomia fiel, pergunte-se regularmente:

  • Estou usando tudo o que me foi confiado conforme a vontade do dono? (ex.: Grande Comissão, edificação da igreja, ajuda aos necessitados)
  • Estou mantendo um controle cuidadoso sobre o destino dos bens do dono? (ex.: orçando tempo, talento e dinheiro com intenções claras)
  • Estou me tornando amigo íntimo do dono enquanto administro seus recursos? (ex.: aprofundando o relacionamento com Deus durante o processo, celebrando Sua bondade)
    Esse caminho conduz a bênçãos espirituais e eternas, revelando onde estão nossas verdadeiras prioridades.

4. Cultive Parcerias Estratégicas para Missão Compartilhada e Resiliência

A jornada do empreendedor é solitária. Mas não precisa ser assim.

A tolice do isolamento. O empreendedorismo é inerentemente exigente e muitas vezes solitário, com o peso dos resultados recaiando fortemente sobre os ombros do líder. Contudo, tentar essa jornada sozinho é um “jogo de tolos”. Deus criou o ser humano para o relacionamento, como vemos nos doze discípulos de Jesus e no princípio bíblico de que “um cordão de três dobras não se rompe facilmente” (Eclesiastes 4:12).

Poder na fé compartilhada. Uma parceria fundada na fé e missão comuns é inestimável. Essa “frente unida” constrói confiança entre funcionários, parceiros e clientes, inspirando segurança na liderança da empresa. As experiências de Henry Kaestner com parceiros como David Morken e Luke Roush mostram que a fé compartilhada permite maior vulnerabilidade, transparência e discussões que “ferro afia ferro”, fortalecendo negócios e crescimento pessoal.

Além dos benefícios comerciais. Embora as parcerias ofereçam vantagens práticas, como dividir apresentações e resolver problemas em conjunto, também proporcionam imensa alegria pessoal e camaradagem. Assim como os Inklings (C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien) forjaram laços inquebráveis por meio de experiências compartilhadas, parceiros de negócios unidos em Cristo podem enfrentar juntos a “batalha” do empreendedorismo, transformando desafios em oportunidades para amizade profunda e crescimento espiritual.

5. Cuidado com o Ídolo do Trabalho: A Verdadeira Satisfação Vem Somente de Deus

Eu tentei ter tudo. Consegui. E foi completamente, absolutamente vazio.

O “hevel” do sucesso. Muitos empreendedores, como Pedro na analogia do “Dirt Cheap Lawn Care”, fazem do trabalho um ídolo, buscando satisfação, significado e importância em seu sucesso. Porém, como o rei Salomão descobriu em Eclesiastes, mesmo imensa riqueza, sabedoria e conquistas podem parecer “hevel” — vapor ou fumaça — e, no fim, decepcionam. Essa busca frequentemente leva a estatísticas alarmantes: empreendedores são muito mais propensos à depressão, abuso de substâncias e pensamentos suicidas.

Quatro áreas de decepção: Salomão identificou que o sucesso pode evidenciar as decepções inerentes à vida:

  • O prazer, no fim, decepciona: apesar de ter tudo, Salomão achou “completamente, absolutamente vazio”.
  • A melhor sabedoria empresarial às vezes falha: “tempo e acaso acontecem a todos” (Eclesiastes 9:11); às vezes, mesmo fazendo tudo certo, as coisas não dão certo.
  • Os sistemas de justiça mundanos falham: o bem não é recompensado, o mal não é punido, o que é “sem sentido” (Eclesiastes 8:14).
  • O fruto do trabalho desmorona: nosso legado pode ser destruído por sucessores, fazendo o esforço parecer “sem sentido” (Eclesiastes 2:18-19).

Descanso em Deus. Para evitar a armadilha da idolatria do trabalho, Salomão aconselha temer a Deus e guardar Seus mandamentos. A verdadeira satisfação, significado e importância só se encontram em nossa identidade como filhos de Deus, não nas façanhas empreendedoras. Essa perspectiva permite que os empreendedores busquem a excelência sem se embriagar pelo sucesso ou se devastar pelo fracasso, encontrando felicidade nas relações presentes, e não em conquistas futuras ilusórias.

6. Priorize Fé, Família, Trabalho e Condicionamento Físico para Construir uma Cultura que Honra a Deus

Definimos sucesso pela nossa capacidade de equilibrar bem esses quatro valores.

Valores holísticos. Henry Kaestner e David Morken construíram intencionalmente a Bandwidth sobre quatro valores centrais: Fé, Família, Trabalho e Condicionamento Físico, nessa ordem específica. Essa estrutura criou uma cultura empresarial próspera, onde os funcionários se sentiam amados e valorizados, resultando em alta satisfação e produtividade. Esses valores não são apenas aspiracionais, mas vividos e testados diariamente.

Vivendo os valores:

  • Fé: Expressa pelo amor a funcionários, clientes e acionistas (1 Coríntios 13:13, 1 João 4:19). Trata-se de viver uma vida que aponta para Jesus, apoiada por uma comunidade local de igreja firme.
  • Família: Prioridade por meio de práticas como encontros semanais e tempo dedicado aos filhos. Isso desafia a tendência empreendedora de trabalhar em excesso, enfatizando a submissão ao cônjuge como ato de servir a Deus (Efésios 5:21-22, 25).
  • Trabalho: Abraçado com diligência, perseverança e fidelidade, fazendo “tudo o que fizerem... de todo o coração, como para o Senhor Jesus” (Colossenses 3:17). Isso significa convidar Deus para cada reunião e decisão, reconhecendo-O como autoridade suprema.
  • Condicionamento Físico: Honrando a Deus com nossos corpos (1 Coríntios 6:19-20) e promovendo camaradagem, empatia e produtividade por meio de atividades físicas compartilhadas. Esse valor oferece descanso, fortalece o espírito de equipe e aprimora a clareza mental.

Valores sob pressão. Esses valores foram testados cedo, quando a Bandwidth enfrentou uma proposta lucrativa de uma empresa de entretenimento adulto, que violava seus princípios de fé e família. Apesar da grave pressão financeira, cancelaram o acordo e pagaram o representante de vendas, demonstrando integridade. Esse compromisso com os valores, mesmo a alto custo, foi um ponto de virada que impulsionou seu crescimento acelerado.

7. Busque a Excelência em Todo Trabalho como Reflexo do Caráter de Deus

Se o deus que você adora não merece o seu melhor, quão fraco é o seu deus?

Além da qualidade “cristã”. Infelizmente, o termo “cristão” no mercado muitas vezes está associado à mediocridade ou baixa qualidade, gerando ceticismo em investidores e consumidores. Contudo, Empreendedores Movidos pela Fé são chamados a representar um Deus perfeito, o que significa que seu trabalho não deve apenas atender, mas superar os padrões do mercado. A excelência torna-se uma forma de adoração e um testemunho poderoso.

Excelência para Deus, não para si. Buscar excelência apenas para ganho pessoal ou reconhecimento leva ao vazio, pois “realizações egoístas nunca satisfazem”. Em vez disso, quando a excelência é perseguida para a glória de Deus, traz alegria no processo e serve a um propósito maior. A motivação muda de elevar a autoestima para oferecer o “melhor sacrifício aos seus pés”, aspirando ouvir: “Muito bem, servo bom e fiel”.

Um testemunho poderoso. Francis Schaeffer ensinou que a qualidade do nosso trabalho determina nossa oportunidade de ser ouvidos. Quando Empreendedores Movidos pela Fé produzem produtos e serviços excelentes, destacam-se, levando outros a perguntar sobre a origem de sua paz e atitude distintas. Isso permite apontar para Deus, demonstrando Seu caráter por meio do artesanato, assim como a carpintaria perfeita de Jesus refletiria Sua natureza divina.

8. Escolha a Fidelidade em vez da Vontade Própria: Coopere com Deus, Não Force Seu Plano

A vontade de Deus sendo feita através da nossa urgência, convicção e poder não é a vontade de Deus.

O paradoxo do empreendedor. Traços como urgência, convicção e viés para a ação são muito valorizados em empreendedores bem-sucedidos. Contudo, para Empreendedores Movidos pela Fé, esses mesmos traços podem levar à “vontade própria” — uma tentativa sincera, porém equivocada, de realizar a vontade de Deus por meio da força e recursos pessoais. Isso contrasta com a “fidelidade”, que envolve fazer nossa parte enquanto confiamos a Deus os resultados.

A prioridade de Deus: nossa fé. Os discípulos, apesar de testemunharem Jesus alimentar milhares, se preocupavam em esquecer o pão, levando Jesus a perguntar: “Por que vocês estão discutindo entre si que não têm pão? Ainda não entendem nem percebem? Seus corações estão endurecidos?” (Marcos 8:17-18). Isso ilustra que a principal preocupação de Deus não é o projeto em si, mas o crescimento da nossa fé e a conformação à imagem de Cristo. Ele nos chama a fazer o impossível com o que não temos, para que aprendamos a depender d’Ele como recurso supremo.

De “Vai lá e faça” para “Vamos fazer juntos”. A vontade própria conduz ao esgotamento, ansiedade e prioridades equivocadas, enquanto tentamos provar nosso valor. A fidelidade, porém, significa trabalhar com Deus, não apenas para Ele. Isso envolve:

  • Humildade autêntica: Valorizar os outros, servir como Jesus (João 13:15).
  • Perspectiva eterna: Manter a missão de Deus em mente (João 14:3).
  • Atitude de permanência: Permanecer conectado a Deus por meio da oração e descanso (João 15:4).
  • Expectativas realistas: Saber que haverá dificuldades, mas Deus venceu (João 16:33).
    Essa mudança transforma o trabalho de um fardo em uma parceria alegre.

9. Ministre por Meio das Obras: Viva Honestamente e com Amor para Mostrar a Graça de Deus

Ministério em obras é o ato de viver uma vida que ilumina aqueles que te veem.

Amor tangível no ambiente de trabalho. Ministrar por obras significa expressar o amor de Deus por meio de ações concretas em todas as relações profissionais. Isso inclui oferecer trabalho significativo, salários competitivos e políticas que favoreçam a família, como exemplificado pela decisão da Bandwidth de contratar capelães que se tornaram essenciais em crises dos funcionários. Esse cuidado se estende naturalmente a clientes, parceiros e fornecedores.

Honestidade na fragilidade. Existe a ideia errada de que cristãos devem sempre parecer “ter tudo sob controle”. Contudo, figuras bíblicas como Davi expressaram abertamente suas lutas e alegrias a Deus. Empreendedores, que enfrentam altos e baixos intensos, podem ministrar sendo honestos sobre suas próprias fragilidades e desafios. Essa vulnerabilidade convida outros a verem um relacionamento real com Deus, onde Sua força brilha em nossas fraquezas, em vez de uma fachada de perfeição.

Humildade em vez de aparência. A parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18:9-14) destaca o valor da humildade. Enquanto o fariseu vangloriava-se de suas boas obras, o publicano humildemente buscava misericórdia, e foi ele quem “voltou para casa justificado”. Empreendedores podem facilmente cair na armadilha de apresentar uma imagem perfeita. Ministrar por obras significa abrir mão do controle, reconhecer nossas limitações e permitir que Deus atue por meio do nosso eu autêntico, mesmo quando o negócio desmorona, apontando outros para a esperança eterna.

10. Ministre por Meio das Palavras: Esteja Preparado para Compartilhar Sua Esperança com Mansidão e Respeito

Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Mas façam isso com mansidão e respeito.

Além das ações. Embora “pregar o evangelho em todo tempo” por meio das ações seja vital, isso deve ser complementado pelas palavras. A Grande Comissão (Mateus 28:19-20) chama explicitamente os seguidores a “fazer discípulos de todas as nações”, o que é uma atividade verbal. Cada interação, desde conversas no escritório até reuniões com investidores, apresenta uma oportunidade para louvar a Deus e compartilhar o “porquê” do nosso trabalho.

Compartilhando seu “porquê”. Simon Sinek enfatiza o poder de conhecer seu “porquê”. Para Empreendedores Movidos pela Fé, o “porquê” é glorificar a Deus em “tudo o que fizerem” (Provérbios 16:3). Compartilhar seu testemunho pessoal — a jornada de como Deus atuou em sua vida — é a forma mais poderosa e relacionável de evangelismo. Não se trata de argumentos teológicos, mas de “um mendigo dizendo a outro onde encontrou pão”.

Três dicas de Pedro para o ministério verbal:

  • Esteja sempre preparado: Não forçando conversas, mas pronto para falar de Jesus quando surgirem oportunidades naturais.
  • A esperança que você tem: Foque no que Deus fez na sua vida, pois a experiência pessoal é inegável e acessível.
  • Mansidão e respeito: Construa relacionamentos baseados na confiança e bondade. As pessoas são mais receptivas a informações vindas de quem conhecem e respeitam, abrindo portas para conversas significativas sobre fé.

A oração como peça-chave. Buscar a Deus em primeiro lugar (Mateus 6:33) transforma nossa abordagem para compartilhar a fé. Em vez de orar pelo sucesso em estratégias evangelísticas, oramos para que Deus abra oportunidades e forneça as palavras certas

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