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A História da Civilização

A História da Civilização

por Will Durant 1975 14777 páginas
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Principais Lições

1. A Civilização Surge da Provisão Econômica, da Ordem Política, das Tradições Morais e da Busca pelo Conhecimento

Civilização é a ordem social que promove a criação cultural.

Os Quatro Pilares da Civilização. Civilização não é apenas o acúmulo de pessoas ou recursos, mas um tipo específico de organização social. Ela exige:

  • Estabilidade econômica para libertar os indivíduos da luta constante pela sobrevivência.
  • Organização política para garantir segurança e previsibilidade.
  • Tradições morais que orientem o comportamento e fomentem a cooperação.
  • A busca pelo conhecimento e pelas artes para enriquecer a vida e ampliar a compreensão.

Superando o Medo. A base da civilização é a conquista do medo. Quando as pessoas se sentem seguras, tendem a investir em projetos de longo prazo, explorar novas ideias e criar obras duradouras de arte e intelecto.

A Fragilidade da Civilização. Civilização não é um estado inerente ou indestrutível. Ela precisa ser mantida ativamente e transmitida a cada nova geração. Qualquer ruptura em um dos quatro elementos-chave pode levar ao seu declínio e colapso.

2. A Ascensão Econômica: Da Caça Precária à Agricultura Segura e à Indústria Urbana

Três refeições por dia são uma instituição altamente avançada. Os selvagens se empanturram ou jejuam.

Do Banquete à Fome. As primeiras sociedades humanas viviam de forma precária, com períodos de abundância seguidos por escassez. Essa falta de planejamento limitava sua capacidade de desenvolver estruturas sociais complexas e conquistas culturais.

A Agricultura como Fundação. A transição para a agricultura marcou um ponto de virada na história humana. Ao se fixarem para cultivar a terra e armazenar alimentos, as pessoas garantiram uma fonte mais confiável de sustento, permitindo o crescimento populacional, a especialização do trabalho e o surgimento de vilas e cidades.

A Ascensão das Cidades. As cidades tornaram-se centros de inovação, comércio e intercâmbio cultural. A concentração de riqueza e talento nas áreas urbanas impulsionou o desenvolvimento de novas tecnologias, expressões artísticas e atividades intelectuais, impulsionando a civilização.

3. A Evolução Política: Da Anarquia ao Estado, Impulsionada pela Guerra e pela Necessidade de Ordem

É a guerra que faz o chefe, o rei e o estado, assim como são eles que fazem a guerra.

A Relutância do Homem. Os seres humanos não são naturalmente inclinados à organização política. O estado surge como um mal necessário, um meio de prover segurança e ordem diante de ameaças externas e conflitos internos.

A Guerra como Catalisadora. A guerra desempenha papel crucial na formação do estado. Ela força as pessoas a se unirem sob uma liderança forte, a desenvolver exércitos disciplinados e a criar sistemas de governança para administrar recursos e manter a ordem.

Da Força à Lei. Embora o estado tenha origem na violência e dominação, ele evolui gradualmente para um sistema de leis e instituições que oferecem segurança, regulam as interações sociais e protegem os direitos de propriedade. Essa transição da força para a lei é essencial para o desenvolvimento de uma civilização estável e próspera.

4. A Lei Evolui da Vingança Pessoal para a Justiça Impessoal, Refletindo o Progresso Social

“A vingança é minha”, diz o indivíduo primitivo; “eu retribuirei.”

O Ciclo da Vingança. Nas sociedades primitivas, a justiça era uma questão privada, com indivíduos e famílias buscando vingança por ofensas sofridas. Esse sistema frequentemente gerava ciclos de violência e disputas que desestabilizavam a comunidade.

O Surgimento da Composição. A substituição da vingança por indenizações representa um passo significativo rumo à civilização. Surge um sistema de multas e compensações, oferecendo uma forma mais pacífica e previsível de resolver conflitos.

O Estado como Árbitro. O estado assume gradualmente a responsabilidade de prevenir e punir os delitos. Tribunais são estabelecidos, leis codificadas e um sistema de justiça desenvolvido para garantir equidade e imparcialidade. Essa mudança da vingança pessoal para a justiça administrada pelo estado é uma marca da sociedade civilizada.

5. A Família: Das Raízes Matriarcais às Estruturas Patriarcais, Moldando as Normas Sociais

Assim como as necessidades básicas do homem são fome e amor, as funções fundamentais da organização social são a provisão econômica e a manutenção biológica; um fluxo de crianças é tão vital quanto a continuidade do alimento.

O Clã e a Família. O clã, um grupo extenso de parentesco, inicialmente serve como a principal unidade de organização social. Contudo, à medida que as sociedades evoluem, a família nuclear ganha destaque, especialmente com o avanço da agricultura e da propriedade privada.

O Papel da Mãe. Nas sociedades primitivas, a mãe desempenha papel central na família, oferecendo cuidado, sustento e transmitindo conhecimentos culturais aos filhos. Isso frequentemente leva a sistemas matrilineares de descendência e herança.

A Ascensão do Patriarca. Com o aumento da complexidade agrícola e o acúmulo de propriedades, os homens passam a exercer maior controle sobre a família e seus recursos. Estruturas patriarcais emergem, com o pai detendo autoridade sobre esposas e filhos. Essa mudança frequentemente resulta na subjugação das mulheres e no estabelecimento de um duplo padrão moral.

6. Moralidade: Uma Construção Social Moldada pelo Costume, Religião e Necessidades do Grupo

Moralidade é a cooperação da parte com o todo, e de cada grupo com um todo maior.

A Fundação da Ordem. Moralidade não é um código inato ou universal, mas um conjunto de costumes e convenções que surgem dentro de um grupo específico para promover a ordem social e a cooperação. Essas regras podem variar amplamente entre culturas e épocas.

O Papel da Religião. A religião frequentemente desempenha papel crucial ao reforçar a moralidade, oferecendo sanções sobrenaturais para certos comportamentos e desencorajando outros. Crenças religiosas transformam regras morais de meras contas de interesse próprio em convicções profundas.

Expandindo o Círculo. O progresso moral envolve ampliar o escopo da consideração ética para incluir um número maior de indivíduos e grupos. Isso pode gerar conflitos entre diferentes códigos morais e a necessidade de reflexão ética contínua.

7. Religião: Dos Medos Animistas ao Monoteísmo Ético, Proporcionando Coesão Social e Orientação Moral

O medo, como disse Lucrécio, foi a primeira mãe dos deuses.

As Raízes da Crença. A religião surge da combinação de fatores como o medo do desconhecido, o assombro diante do mundo natural e o desejo de significado e propósito na vida. O animismo, a crença de que todas as coisas possuem alma ou espírito, é característica comum das religiões primitivas.

Do Muitos ao Único. À medida que as sociedades evoluem, as crenças religiosas frequentemente transitam do politeísmo, a adoração de muitos deuses, para o monoteísmo, a crença em um único Deus todo-poderoso. Essa mudança pode refletir um crescente senso de unidade e ordem na sociedade.

Moralidade e Significado. A religião oferece um quadro para compreender o mundo, estabelecer códigos morais e oferecer esperança para o futuro. Também pode ser uma força poderosa para a coesão social, unindo as pessoas em torno de crenças e valores compartilhados.

8. O Oriente Próximo: Berço da Civilização, Transmitindo Cultura ao Ocidente

Ficaremos surpresos ao saber quanto de nossas invenções mais indispensáveis, nossa organização econômica e política, nossa ciência e literatura, nossa filosofia e religião, remontam ao Egito e ao Oriente.

Uma Dívida ao Oriente. As civilizações do Egito e do Oriente Próximo lançaram as bases para grande parte da cultura ocidental. Da agricultura à escrita, da matemática à astronomia, muitas de nossas invenções e ideias essenciais tiveram origem nessa região.

Um Encontro de Culturas. O Oriente Próximo serviu como ponte entre o Oriente e o Ocidente, facilitando o intercâmbio de bens, ideias e tecnologias. Essa fertilização cruzada enriqueceu ambas as regiões e contribuiu para o desenvolvimento de novas formas de civilização.

Uma Mudança de Perspectiva. Compreender as contribuições do Oriente Próximo desafia a visão eurocêntrica tradicional da história. Destaca a importância de reconhecer as raízes diversas e interconectadas da civilização humana.

9. Egito: O Presente do Nilo, Uma Civilização Definida pela Ordem, Arte e Vida Após a Morte

O homem difere da besta apenas pela educação, que pode ser definida como a técnica de transmitir a civilização.

A Fonte de Vida do Egito. O rio Nilo foi a fonte vital do Egito antigo, fornecendo água para irrigação, transporte e solo fértil para a agricultura. As cheias previsíveis do rio moldaram o ritmo da vida egípcia e permitiram o desenvolvimento de um sistema agrícola altamente produtivo.

Uma Sociedade de Ordem. A civilização egípcia era marcada por um governo central forte, uma hierarquia social rígida e profundo respeito pela tradição. O faraó, como rei e deus, mantinha a ordem e garantia a prosperidade da terra.

Fascínio pela Eternidade. Os egípcios tinham grande preocupação com a morte e a vida após a morte. Desenvolveram rituais funerários elaborados, construíram túmulos monumentais e criaram sistemas complexos de crenças sobre a jornada da alma. Essa obsessão pela eternidade moldou sua arte, arquitetura e valores sociais.

10. Babilônia: A Terra Entre Rios, Um Cadinho de Lei, Comércio e Conhecimento Astronômico

Quero saber quais foram os passos pelos quais os homens passaram da barbárie à civilização.

Um Crescente Fértil. A Mesopotâmia, terra entre os rios Tigre e Eufrates, foi um berço da civilização. Seu solo fértil e localização estratégica favoreceram o desenvolvimento da agricultura, do comércio e dos centros urbanos.

O Domínio da Lei. O Código de Hamurabi, um dos códigos legais mais antigos conhecidos, oferece insights sobre a sociedade babilônica, seus valores e seu sistema de justiça. Revela um entendimento sofisticado sobre direitos de propriedade, contratos e responsabilidades sociais.

O Olhar para o Céu. Os babilônios eram astrônomos habilidosos, mapeando os movimentos das estrelas e planetas e desenvolvendo um sistema complexo de astrologia. Suas observações e cálculos lançaram as bases para avanços científicos posteriores.

11. Assíria: A Espada do Mundo Antigo, Um Império Implacável Forjando Ordem pelo Terror

O estado é produto da força, e existe pela força.

Uma Máquina Militar. A Assíria foi um império poderoso construído sobre o poder militar. Seus guerreiros habilidosos, armamento avançado e táticas implacáveis permitiram conquistar e controlar vastos territórios.

Ordem pelo Medo. Os assírios mantinham a ordem por meio de uma política de terror. Usavam punições brutais, deportações em massa e destruição de cidades para suprimir rebeliões e incutir medo em seus súditos.

Um Legado de Violência. Embora fossem administradores e construtores competentes, seu legado é principalmente de violência e opressão. Seu império acabou colapsando devido a conflitos internos e pressões externas.

12. Judéia: A Bússola Moral do Ocidente, Dando ao Mundo o Monoteísmo Ético e uma Visão de Justiça

O desaparecimento dessas condições — às vezes até de uma delas — pode destruir uma civilização.

Um Pacto com Deus. Os antigos judeus desenvolveram uma relação única com seu Deus, Yahweh. Acreditavam ser escolhidos para cumprir suas leis e espalhar sua mensagem pelo mundo.

O Chamado dos Profetas. Os profetas judeus denunciaram injustiças sociais, condenaram a idolatria e clamaram pelo retorno ao monoteísmo ético. Seus ensinamentos formaram a base de um código moral que influenciaria profundamente a civilização ocidental.

Um Legado Duradouro. Apesar de seu pequeno tamanho e vulnerabilidade política, os judeus tiveram impacto desproporcional na história. Suas ideias religiosas e éticas moldaram os valores do judaísmo, cristianismo e islamismo, e continuam a ressoar no mundo moderno.

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Resumo das Resenhas

4.43 de 5
Média de 1.000+ avaliações do Goodreads e Amazon.

A História da Civilização é uma obra monumental composta por 11 volumes que abrange a história do Ocidente até à época de Napoleão. Os leitores elogiam a sua abrangência completa, o estilo de escrita envolvente e a capacidade dos Durants de ligar os acontecimentos históricos de forma clara e cativante. Muitos consideram esta leitura transformadora, oferecendo percepções valiosas sobre o desenvolvimento da civilização. Por outro lado, alguns críticos apontam o seu enfoque centrado no Ocidente e a presença de informações desatualizadas nos primeiros volumes. Apesar da sua extensão, os leitores consideram a obra acessível e prazerosa, recorrendo frequentemente a ela como fonte de consulta. A série é altamente recomendada para quem deseja compreender a evolução da civilização humana.

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Perguntas Frequentes

What is "Story of Civilization" by Will Durant about?

  • Comprehensive history of civilization: The book is a sweeping narrative that traces the development of human civilization from prehistoric times through the rise and fall of major empires, focusing on the contributions of both the East and West.
  • Integration of culture and ideas: Will Durant covers advances in government, religion, literature, science, philosophy, and art, aiming to present history as a unified whole rather than fragmented disciplines.
  • Global and comparative approach: The series explores civilizations across the Near East, India, China, and Japan, highlighting their unique achievements and their influence on Western culture.

Why should I read "Story of Civilization" by Will Durant?

  • Broad, panoramic perspective: The book offers a panoramic view of world history, integrating economic, political, moral, religious, and intellectual elements for a holistic understanding.
  • Challenges Eurocentrism: Durant emphasizes the foundational role of Eastern civilizations, encouraging readers to appreciate the global roots of modern culture.
  • Philosophical and educational value: The work appeals to those interested in philosophy and history, providing deep insights into the unity and evolution of human culture.

What are the key takeaways from "Story of Civilization" by Will Durant?

  • Civilization as a complex system: Durant defines civilization as a social order promoting cultural creation, built on economic provision, political organization, moral traditions, and the pursuit of knowledge and the arts.
  • Interconnectedness of cultures: The book demonstrates how civilizations influenced each other through trade, conquest, and cultural exchange, shaping the course of history.
  • Fragility and renewal: Civilization is not permanent; it must be acquired anew by each generation and is vulnerable to decline from internal and external factors.

How does Will Durant approach the writing of history in "Story of Civilization"?

  • Synthetic historiography: Durant criticizes the traditional method of isolating history into separate fields and instead advocates for a synthetic, integrated approach that reflects the unity of human life.
  • Collateral and lineal narrative: He writes history both collaterally (across cultures and disciplines) and lineally (through time), aiming to show the total complex of a nation’s culture in each period.
  • Emphasis on perspective: Durant seeks to provide readers with a sense of perspective and comprehension that transcends fragmented specialties.

What are the main elements and conditions of civilization according to Will Durant?

  • Four constitutive elements: Civilization consists of economic provision, political organization, moral traditions, and the pursuit of knowledge and the arts.
  • Physical and psychological conditions: Factors like climate, geography, political order, language unity, moral codes, and education are essential for civilization’s emergence and survival.
  • Civilization’s impermanence: It is not innate or everlasting; each generation must learn and maintain it, or risk decline due to disasters, moral decay, or failure in cultural transmission.

How does "Story of Civilization" by Will Durant describe the development of major Eastern civilizations?

  • Focus on the Orient: Durant highlights the importance of the Near East, India, China, and Japan as cradles of civilization, each contributing unique inventions, philosophies, and social systems.
  • Detailed cultural analysis: The book explores the political, religious, artistic, and scientific achievements of these societies, from Sumeria and Egypt to the Mauryan, Gupta, and Chinese dynasties.
  • Interconnection and influence: It shows how ideas like writing, law, and religion spread and transformed across regions, shaping both Eastern and Western civilizations.

What is Will Durant’s analysis of the political and social structures in ancient civilizations?

  • Origins of government: Early societies were organized around clans and tribes, with chiefs and kings emerging primarily through war and the need for order.
  • Law and family evolution: Law developed from custom and revenge to codified statutes, while the family shifted from matrilineal to patriarchal structures as property and the state rose.
  • Bureaucracy and class: Civilizations like Egypt and China developed complex bureaucracies, legal systems, and social hierarchies, often justified by religious or philosophical doctrines.

How does "Story of Civilization" by Will Durant explain the role of religion and philosophy in shaping societies?

  • Religion as social glue: Religion provided moral codes, social cohesion, and explanations for natural phenomena, often supporting political authority and social order.
  • Philosophical evolution: Major philosophical systems—such as Hinduism, Buddhism, Confucianism, Taoism, and Zoroastrianism—emerged to address questions of existence, ethics, and the nature of reality.
  • Transformation and reform: Religious and philosophical movements often led to social reforms, revolutions, and the spread of new ideas across cultures.

What are the key features of Indian and Chinese civilizations as presented by Will Durant?

  • India’s religious depth: Indian civilization is characterized by its religious and philosophical complexity, including the caste system, karma, reincarnation, and monumental art and architecture.
  • China’s pragmatic humanism: Chinese civilization emphasizes social order, family, and harmony with nature, with Confucianism and Taoism shaping its moral and political life.
  • Distinct artistic and political traditions: Indian art is monumental and exuberant, while Chinese art is refined and subtle; politically, India experienced frequent invasions and colonialism, while China maintained long periods of centralized rule.

How does Will Durant portray the transformation of Japan in "Story of Civilization"?

  • Rapid modernization: Japan transitioned from isolation to a modern industrial power within two generations after Western contact, adopting Western science, industry, and military techniques.
  • Political revolution: The Meiji Restoration centralized power under the Emperor, abolished feudalism, and introduced a constitution modeled after Western systems.
  • Cultural and social change: Japan embraced Western education, technology, and dress, while traditional arts and morals were challenged and transformed.

What are the most significant artistic and scientific achievements highlighted in "Story of Civilization" by Will Durant?

  • Monumental architecture and art: The book details the construction of the Egyptian pyramids, Indian temples, Chinese porcelain, and Japanese prints, each symbolizing their civilization’s values.
  • Literature and philosophy: Durant discusses the epics of India, Chinese poetry, and Japanese literature, as well as the philosophical contributions of figures like Confucius, Buddha, and Shankara.
  • Scientific and technological advances: Innovations such as writing, the calendar, mathematics, printing, and medicine are traced from their Eastern origins to their global impact.

What are the best quotes from "Story of Civilization" by Will Durant and what do they mean?

  • On the audacity of history: “A history of civilization shares the presumptuousness of every philosophical enterprise: it offers the ridiculous spectacle of a fragment expounding the whole.” Durant acknowledges the challenge and necessity of his ambitious project.
  • On civilization’s nature: “Civilization is social order promoting cultural creation. Four elements constitute it: economic provision, political organization, moral traditions, and the pursuit of knowledge and the arts.” This encapsulates Durant’s definition of civilization.
  • On the unity of history: “History should be written collaterally as well as lineally, synthetically as well as analytically.” Durant calls for an integrated approach to understanding the interconnectedness of human life and culture.
  • On Japan’s awakening: “There is no more amazing or portentous phenomenon in modern history than the way in which sleeping Japan, roughly awakened by the cannon of the West, leaped to the lesson... and became... the most aggressive nation in the contemporary world.” This highlights the dramatic transformation of Japan.

How does "Story of Civilization" by Will Durant assess the legacy and influence of Eastern civilizations on the West?

  • Foundations of Western culture: Durant argues that many elements of Western civilization—agriculture, government, morality, religion, science, philosophy, letters, and art—originated in the East.
  • Transmission and transformation: Innovations like the alphabet, paper, and printing were transmitted from East to West, where they were further developed by Greece and Rome.
  • Enduring appreciation: Durant emphasizes that Europe and America are deeply indebted to their Oriental heritage, often underestimating the depth and richness of Eastern contributions.

Sobre o Autor

William James Durant foi um escritor, historiador e filósofo norte-americano, mais conhecido por ter co-escrito, com a sua esposa Ariel, a obra A História da Civilização. Esta série, composta por 11 volumes e publicada entre 1935 e 1975, abrange a história ocidental até à época de Napoleão. Antes desta, Durant já tinha alcançado reconhecimento com A História da Filosofia (1926), um livro que ajudou a tornar a filosofia acessível ao público em geral. O seu estilo de escrita destacava-se pela capacidade de tornar temas complexos claros e envolventes. Durant e a sua esposa receberam várias distinções pelo seu trabalho, incluindo o Prémio Pulitzer de Literatura em 1967 e a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977. A colaboração entre ambos na produção de A História da Civilização estendeu-se por mais de quatro décadas, constituindo uma contribuição marcante para a literatura histórica.

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